
Abril Azul: Filmes e séries que dialogam com a questão do autismo
- meg
- 8 de abr. de 2022
- 2 min de leitura
O TEA (transtorno do espectro autista) é um transtorno do neurodesenvolvimento que interfere na interação social, na comunicação e no comportamento do indivíduo. O autismo possui diferentes níveis de funcionalidade e sintomas, e pode ser tratado através de terapias (método ABA e terapia cognitivo comportamental são exemplos de acompanhamentos psicológicos comuns), sessões de fonoaudiologia, suporte familiar e escolar, e medicações para tratar condições associadas, como hiperatividade, ansiedade e insônia por exemplo.
A cor azul, segundo a psicologia das cores, transmite sentimentos como a tranquilidade, confiança, simpatia e amizade, e é concebida como a cor ideal para trabalhar a comunicação entre pessoas. Por isso, é usada para representar o mês da conscientização do autismo, abril. Já a imagem das peças coloridas do quebra-cabeça, utilizada na propagação do conhecimento do TEA, simboliza a pluralidade de famílias e pessoas que se relacionam diariamente com o autismo, e as cores das peças representam esperança em relação ao tratamento e acolhimento daqueles que estão no espectro.

O objetivo a ser atingido pelo Abril Azul é justamente promover conhecimento sobre o transtorno que atinge mais de 70 milhões de pessoas e que faz parte da vida de muitos. Além disso, a partir de um entendimento básico, é possível alcançar uma melhor convivência entre aqueles que estão e os que não estão no espectro, possibilitando a inclusão dessas pessoas nos espaços socais.
Algumas obras que dialogam com o TEA:

“Fitas” - O curta da Píxar apresenta a interação entre Renee, uma menina autista não verbal, e seu colega Marcus, um menino falante e fora do espectro, durante um passeio de canoa, no qual são levados a descobrir um meio de se comunicar.

“Flutuar” - O curta retrata a relação de um pai e seu filho que possui uma habilidade incomum e, por isso, é excessivamente “protegido” pelo pai. O curta foi escrito e dirigido por Bobby Rubio e é inspirado em sua relação com o filho autista.

“Atypical” - Série da Netflix que conta a história de Sam Gardner, um menino de 18 anos diagnosticado com autismo, que trabalha, estuda e passa pelas experiências do amadurecimento e da vida adulta através do espectro. Além disso, a série também dialoga com questões como orientação sexual e a convivência com o TEA dentro de uma família.

“Temple Grandin”- É um filme biográfico disponível na HBO, baseado na vida de Mary Temple Grandin (psicóloga e zooctenista americana), que conta a história de uma mulher autista que se dedicou aos animais e revolucionou o mundo da zootecnia, atravessando dificuldades e utilizando de sua perspectiva particular de ver o mundo a seu favor.



Tema de grande relevância e muito bem abordado! Parabéns pela iniciativa!